Análise do trabalho do assistente social na saúde na perspectiva da efetivação de direitos

Gabriela Cristina Braga Bisco, Fernanda de Oliveira Sarreta

Resumo


O direito à saúde no Brasil foi conquistado a partir de lutas e reivindicações da classe trabalhadora por melhores condições de vida. A criação do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da Constituição Federal de 1988 foi um marco importante para a população, ao garantir a saúde como direito de todos e dever do Estado. Embora o direito à saúde seja garantido constitucionalmente, ele não está sendo efetivado, frente ao projeto neoliberal vigente no país em que cada vez mais os serviços de saúde são focalizados e não universais. O trabalho do assistente social na saúde enfrenta limites e desafios para que as reais necessidades da população sejam atendidas. Porém com um trabalho comprometido com a classe trabalhadora na luta por direitos e com o Projeto Ético-Político Profissional, o Serviço Social tem encontrado possibilidades de atuação que permitem a efetivação de direitos atendendo as reais necessidades da população. Diante deste cenário, o objetivo da pesquisa foi refletir criticamente sobre o trabalho do assistente social na saúde, especificamente na Santa Casa de Franca/Sp, elucidando os principais limites e desafios do trabalho profissional e as possibilidades e alternativas para a efetivação de direitos. Os resultados demonstraram que o trabalho da categoria comprometido com a classe trabalhadora é fundamental para que as reais necessidades da população sejam atendidas e que os direitos sejam ampliados.

Palavras-chave: Política de Saúde; Serviço Social; Direitos.


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