AGOSTINHO DE HIPONA: O MATRIMÔNIO, O SEXO E A PRIVAÇÃO DO PRAZER

Maria Emília Pimentel

Resumo


A presente comunicação tem por objetivo analisar os discursos de Agostinho (354-430), bispo de Hipona,
norte da África, nos quais buscou avaliar a sexualidade e definir sua função na vida cristã. Tal regramento sexual dáse
no contexto da ascensão de Constantino (306-337) ao trono imperial de Roma e da sua adesão ao cristianismo
(312), o que produz uma importante mudança nas relações da Igreja com o Estado. A nova relação entre o cristianismo
e o Império Romano, acarretou sensíveis alterações em uma ortodoxia que estava se consolidando. Entre os Padres
da Igreja, Agostinho representa um marco no pensamento teológico destacando-se nos seus escritos sobre a defesa
do matrimônio. O bispo hiponense elaborou uma avaliação do estado matrimonial mais positiva do que alguns
pensadores cristãos. Agostinho dedicou a obra Dos bens do matrimônio para tratar dos assuntos relacionados ao
casamento, pois somente através dele seria possível o exercício do “sexo virtuoso”. Segundo ele, a instituição do
casamento, natural e divinamente ordenada trazia três benefícios específicos ao casal, sendo eles: a procriação, a
fidelidade e o sacramento.


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