AS REPRESENTAÇÕES DO MOVIMENTO UNIÃO DE JEOVAH

Victor Augusto Lage Pena

Resumo


Este trabalho consiste em uma análise das diferentes representações do estado de União de Jeovah
e seu líder Udelino Alves de Matos. Este que consiste em um movimento agrário ocorrido nas décadas de 1940
e 1950, na região do Vale dos Aimorés, área contestada entre os estados do Espírito Santo e Minas Gerais. Este
movimento objetivava criar um novo estado, o Estado de União de Jeovah, onde as terras seriam distribuídas de
forma justa entre os posseiros. Concomitantemente chega a região fazendeiros com documentação das terras,
querendo desapropriar os posseiros, o que instaurou na região um conflito entre posseiros e fazendeiros. Neste
trabalho é analisada as diferentes memórias construídas sobre o movimento, que ora representa o movimento
como messiânico, sendo Udelino um líder político e religioso; ora como um movimento agrário laico, sem vínculo
religioso. Consideramos aqui como “memória” todas as produções referentes ao movimento. Utilizando os conceitos
de “memória cultural” e “memória comunicativa” de Aleida Assman, analisamos as mais diversas produções sobre o
movimento. Entendemos toda a produção materializada sobre o movimento, livros literários, históricos ou didáticos;
documentário; e documentos arquivísticos como pertencentes a “memória cultural” e a memória existente apenas na
oralidade, sobrevivendo a poucas gerações, como “memória comunicativa”. Através da análise desses documentos
buscamos compreender o movimento de criação de diferentes representações sobre ele. Não é nosso objetivo
afirmar se o movimento era o não messiânico, e sim discutir as diferentes representações sobre ele e sobre o seu
líder Udelino Alves de Matos.


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