ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER: O exercício experimental da arte como exercício experimental da liberdade

Rosemery Casoli

Resumo


Analisando o processo de violência doméstica sofrido pela mulher na atualidade, sentimos a necessidade de entender o porquê da naturalização vivenciada por muitas mulheres frente às agressões. Segundo o Atlas da Violência 2017², o Espírito Santo estava entre os estados onde mais se cometiam violências contra a mulher, o Atlas da Violência 2018³, nos trouxe novos dados, e nos mostra que, apesar dos enfrentamentos, o índice de violências contra mulheres aqui no estado, continua alto. Historicamente a arte tem se colocado como possibilidade de enfrentamento de mulheres sistematicamente agredidas, o que nos deu pistas de como chegar às essas questões femininas tão sofridas e atuais. Baseando-nos, nos estudos do Paradigma Indiciário (GINZBURG, 1989), usamos as pistas e os indícios para entendermos e auxiliarmos essas mulheres nas suas conquistas de autoconhecimento. Pois, segundo Jean Baker Miller, “a criatividade pessoal é um processo contínuo de formular uma nova imagem de nós mesmos, e de nós mesmos, em relação ao mundo” (MILLER, 1991, p.22). Embasados neste pensamento, criamos a partir da arte, estratégias de fortalecimento das mulheres através do encontro de si com o mundo que as cerca.

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Referências


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