Decius restitutor sacrorum: o edito de Décio e a ruptura política em relação à perseguição contra os cristãos no Império Romano (século III d.C.).

Carolline da Silva Soares

Resumo


O objetivo dessa comunicação é evidenciar as estratégias políticas e culturais do imperador Décio diante do florescimento do cristianismo no século III d. C. Décio assumiu a púrpura imperial no ano de 249, um ano depois do aniversário do segundo milênio de Roma, época primordial para a população renovar seus votos e mostrar-se fiel aos deuses. Com a intenção de restaurar a pax deorum, num período considerado de “crise” no Império Romano, Décio é intitulado restitutor sacrorum. Um dos maiores desafios deste imperador foi fazer frente àqueles que não cultuavam os deuses greco-romanos, sobretudo os adeptos do cristianismo.
Diante disso, o período do governo de Décio é considerado um momento de ruptura no que diz respeito à política de perseguição aos cristãos, pois pela primeira vez temos testemunhos da sanção de um edito imperial com ordens expressas a toda população do Império a fazer libações aos deuses protetores de Roma. Caso contrário, haveria consequências drásticas para aqueles que se negassem a tal ato, como foi o caso de alguns cristãos. Nossos testemunhos  acerca do edito e da perseguição de Décio são provenientes de Cipriano, bispo de Cartago entre os anos 249 e 258, que retrata em suas obras as torturas, fugas e mortes de cristãos.


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