Agenciamentos da Psiquiatria no Brasil: Reforma Psiquiátrica e a Epidemia de Psicotrópicos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18315/argumentum.v12i2.29114

Resumo

O presente artigo faz uma análise sócio-histórica das políticas de saúde mental no país, colocando sob escrutínio dois movimentos distintos: a articulação e implantação da Reforma Psiquiátrica no Brasil e a expansão de uma psiquiatria alinhada à indústria farmacêutica. Na primeira parte do texto, a partir do referencial da sociologia histórica, foi descrita a evolução desses dois movimentos. A segunda parte apresenta a análise dos dados a partir da Teoria da Estruturação de Anthony Giddens, que mostra que a expansão do uso de psicotrópicos se desenvolveu dentro das estruturas e serviços criados a partir da Reforma Psiquiátrica, havendo com isso um processo de coexistência. A Reforma, nesse sentido, não representou oposição à epidemia de uso de psicotrópicos.

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Biografia do Autor

Marcelo Kimati Dias, Universidade Federal do Paraná

Possui graduação em medicina pela Universidade Estadual de Campinas (1996), mestrado em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas (2002) e doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (2007). Professor de Saúde Coletiva na universidade Federal do Paraná.

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Publicado

2020-08-29

Como Citar

Kimati Dias, M., & Muhl, C. (2020). Agenciamentos da Psiquiatria no Brasil: Reforma Psiquiátrica e a Epidemia de Psicotrópicos. Argumentum, 12(2), 60–74. https://doi.org/10.18315/argumentum.v12i2.29114