Comparação da autopercepção da qualidade de vida relacionada a voz entre idosos participantes e não participantes de canto coral

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/cl.v15i30.35144

Palavras-chave:

Idoso, Qualidade de vida, Voz, Canto, Linguística Aplicada

Resumo

A voz é um importante instrumento de comunicação que sofre alterações no processo de envelhecimento humano. Essas alterações podem impactar negativamente a qualidade de vida de pessoas idosas. O objetivo deste estudo foi comparar a autopercepção da qualidade de vida relacionada a voz em idosos praticantes e não praticantes de canto coral. Participaram da pesquisa 96 idosos com idade entre 60 e 90 anos, que responderam aos questionários sociodemográfico, socioeconômico e a versão brasileira do Protocolo de Qualidade de Vida em Voz (QVV). As médias de todos os grupos (canto coral e controle) apresentaram uma percepção positiva da qualidade de vida relacionado a voz geral, e nos aspectos físico e emocional. Nas comparações entre as médias de QVV dos grupos não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas, indicando que os idosos participantes do estudo, mesmo sem participar de um grupo coral, podem apresentar uma autopercepção positiva quanto à sua voz e saúde vocal.

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Biografia do Autor

Ana Caroline de Paula, Associação Beneficente São Roque

Mestra em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR); graduada em Licenciatura em Música pela Universidade Estadual do Paraná – Campus Curitiba I (UNESPAR-EMBAP).

Crismarie Casper Hackenberg, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR); mestra em Psicologia pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP); pós-graduada em Neurociências Aplicadas a Aprendizagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); graduada em Educação Artística pelo Conservatório Brasileiro de Música – Rio de Janeiro (CBM/RJ) e em Pedagogia pela Universidade Estácio de Sá (UNESA).

Sheila Beggiato, Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR); Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR); mestra em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR); graduada em Musicoterapia pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). É professora da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), Campus Curitiba II.

Valdomiro de Oliveira, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Doutor e mestre em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP); graduado em Educação Física pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). É professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná.

Gislaine Cristina Vagetti, Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR)

Doutora em Educação Física pela Universidade Feral do Paraná (UFPR); mestra em Ciências da Saúde pela Universidade Estadual de Maringá (UEM); graduada em Educação Física pela UEM. É professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), Campus Curitiba II.

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Publicado

2021-07-26