Os desafios linguístico-cognitivos na tarefa da interpretação vocalizada da Libras para língua portuguesa no contexto educacional

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/cl.v15i30.35441

Palavras-chave:

Interpretação vocalizada, Língua Portuguesa/Libras, Competências linguístico-cognitivas, Contexto educacional

Resumo

O artigo tem por objetivo analisar e investigar as competências linguísticas que o tradutor e intérprete de língua portuguesa/Libras - TILSP precisa obter durante a interpretação simultânea vocalizada e as escolhas lexicais no decorrer da sua atuação. Para tal, fez-se uma pesquisa de campo com os profissionais da área, que atuam no contexto educacional e os desafios encontrados na interpretação vocalizada. A pesquisa parte de uma análise das competências linguísticas e cognitivas que se fazem necessárias durante as suas escolhas lexicais e interpretativas de um texto-fonte (Libras) para o texto-alvo (língua portuguesa). Dentre os resultados obtidos, com os dados coletados no corpus desta pesquisa, percebe-se que o profissional precisa obter diversas competências linguísticas para realizar a tradução num fluxo contínuo e eficaz de uma língua para outra, e as escolhas terminológicas no sistema linguístico da língua portuguesa são amplas e complexas, haja visto que, a interpretação do enunciador tem relação com o sentido biológico e socioculturais que o TILSP se constitui cognitivamente.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Flávia Medeiros Álvaro Machado, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

Doutora em Letras pela Universidade de Caxias do Sul (UCS/UniRitter); mestra em Letras, Cultura e Regionalidade pela UCS. É professora do Departamento de Línguas e Letras e do Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Leandro Alves Wanzeler, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES); especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça e bacharel em Tradução e Interpretação pela mesma instituição. É professor bilíngue do município de Serra e professor de Deficiência Intelectual e Deficiências Múltiplas do município de Vila Velha.

Rutileia Gusmão Pinheiro, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES); licenciada em História pelo Instituto Batista de Educação de Vitória/ES (IBEV). Técnica pedagógica da Coordenação de Educação Especial do município de Cariacica e professora de séries iniciais do município de Vila Velha.

Referências

AUSTIN, J. L. Philosophical Papers. Third Edition. Oxford: Oxford Press, 1979.

BARBOSA, P. A. Conhecendo melhor a prosódia: aspectos teóricos e metodológicos daquilo que molda nossa enunciação. Rev. Est. Ling, Belo Horizonte, v. 20, n. 1, p. 11-27, 2012.

BRASIL. Lei n. 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua brasileira de sinais - Libras e dá outras providências.

BRASIL. Decreto n. 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Brasília, DF, 2005.

BRASIL. Lei n. 12.319, de 01 de setembro de 2010. Regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS.

BRASIL. Lei n. 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão das Pessoas com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).

CANALE, M.; SWAIN, M. Theorical Bases Communicative Approaches to second language teaching and testing. Aplied Linguistics, v. 1, n. 1, 1980.

CAPOVILLA, A. G. S.; CAPOVILLA, F. C. Treino de consciência fonológica e seu impacto em habilidades fonológicas, de leitura e ditado de pré-3 a 2a. série. Ciência Cognitiva: Teoria, Pesquisa e Aplicação, v. 1, n. 2, p. 461-532, 1997.

CHUN, D. M. Discurse Intonation in L2: From theory and research to practice. Benjamins Publishing Company, 2002.

EVANS, V. Cognitive Linguistics: a complete guide. 2. ed. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2019.

FELTES, H. P. M. Semântica Cognitiva: ilhas, pontes e teias. Porto Alegre: Edipucrs, 2007.

HURTADO ALBIR, A. Aquisição da competência tradutória: aspectos teóricos e didáticos. In: PAGNO, A.; MAGALHÃES, C.; ALVES, F. (Orgs.). Competência em tradução: cognição e discurso. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2005. p. 19-57.

JAKOBSON, R. Linguística e comunicação. 22. ed. São Paulo: Cultrix, 1976.

LAKOFF, G. Women, fire, and dangerous things: What categories reveal about the mind. Chicago: The University of Chicago Press, 1987.

MACHADO, F. M. A. Conceito abstratos: escolhas interpretativas de português para Libras. 2. ed. Curitiba: Appris, 2017.

MAGALHÃES, JR., E. Sua Majestade o intérprete: o fascinante mundo da tradução simultânea. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.

MORAIS, J. Phonological Awareness: A Bridge Between Language and Literacy. In: SAWYER, D. J.; FOX, B. J. (Eds). Phonological Awareness in Reading: The Evolution of Current Perspectives. Berlin: Springer-Verlag, 1991. p. 31-71.

PEREIRA, M. C. C. Testes em proficiência linguística em língua de sinais: as possibilidades para os intérpretes de Libras. 2008. Dissertação (Mestrado em Linguística Aplicada) – Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada, Universidade Vale dos Sinos, São Leopoldo, 2008.

PICCOLOTTO, L.; SOARES, R. M. F. Técnicas de impostação e comunicação oral. São Paulo: Loyola, 1977.

SAPIR, E. Language: An Introduction to the Study of Speech. New York: Harcourt, Brace & World Inc., 1921. Edição Kindle (e-book).

SAUSSURE, F. Curso de Linguística Geral. São Paulo: Cultrix, 2006.

Downloads

Publicado

2021-07-26