ENQUADRAMENTO JORNALÍSTICO DAS MATÉRIAS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: HEGEMONIA E CONTRA-HEGEMONIA NO TRABALHO DAS JORNALISTAS DA GAZETA

Autores

  • Yara Lopes Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
  • Rafael Bellan Rodrigues de Souza Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

Palavras-chave:

Jornalismo. Violência contra a mulher. Enquadramento. Trabalho. Hegemonia.

Resumo

A violência contra a mulher é um assunto que já foi praticamente invisibilizado nas discussões sociais. Com a aprovação da Lei Maria da Penha em 2006 e o avanço das lutas feministas, o tema passou a ter mais espaço, inclusive na mídia. O objetivo do artigo é apresentar uma reflexão sobre a importância de analisar não só o aparecimento dessas notícias na imprensa, mas a maneira como essas notícias são apresentadas para o leitor.O enquadramento, ou news framing, é a metodologia utilizada para fazer essa análise, tentando entender o que é colocado como prioridade, o que é silenciado e qual a narrativa foi adotada pelo veículo de imprensa. Com essa análise mais minuciosa, é possível ver os traços de hegemonia ou de contra-hegemonia nessas notícias. O processo depende também do trabalho dos profissionais que produzem esse material. Assim, ao analisar as matérias de violência contra a mulher do jornal A Gazeta do Espírito Santo, deve-se analisar também como se dá o trabalho especificamente das jornalistas que escrevem essas notícias, para assim, levantar reflexões mais precisas sobre o fenômeno.

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Biografia do Autor

Yara Lopes, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

Mestranda do curso de Pós-graduação em Comunicação e Territorialidades da Universidade Federal do Espírito Santo (Póscom/UFES).

Rafael Bellan Rodrigues de Souza, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

Professor orientador - Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Territorialidades da Universidade Federal do Espírito Santo (Póscom/UFES).

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Publicado

2020-09-28