https://publicacoes.ufes.br/poscom/issue/feed Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades 2020-09-28T00:00:00-03:00 Edgard Rebouças edgard.reboucas@ufes.br Open Journal Systems <div>O principal objetivo dos Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades é dar visibilidade a estudos, pesquisas e publicações de mestrandos, doutorandos, professores, realizadores audiovisuais, artistas, profissionais da área, estudantes de iniciação científica e demais pesquisadores que contribuem para reflexões teóricas e metodológicas no campo da Comunicação.<br />A publicação é derivada do evento é anual e conta com a participação dos professores do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Territórios (PósCom-Ufes), que avaliam os resumos expandidos submetidos. Os Grupos de Trabalho (GT) são espaços para apresentação das comunicações orais, com a posterior publicação dos trabalhos nestes Anais.</div> https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32351 A CONSTRUÇÃO DO DISCURSO DO NOMADISMO DIGITAL NO TERRITÓRIO INFORMACIONAL 2020-08-30T12:31:23-03:00 Letícia Gomes Barroso seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Maria Nazareth Bis Pirola seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>O presente trabalho tem como finalidade entender quais são e como são construídos os discursos do Nomadismo Digital. O fenômeno pode ser resumido a duas ações principais, a união entre o trabalhar e o viajar, considerando o trabalho remoto como opção para todas as profissões. Procura-se entender os discursos do nomadismo digital em dois blogs , Nômades Digitais, que impulsionou o movimento no Brasil e o blog 360meridianos, um blog jornalístico de “cultura viageira”. Neste contexto, a análise das postagens pretende articular os conceitos de território, de Haesbaert (2002) e Santos (2000), território informacional e mobilidade, de Lemos (2004, 2009), no âmbito do trabalho remoto, tendo como método de análise a Semiótica Discursiva com o suporte de Greimas (2014), Barros (2005), Fiorin (2002) e da Semiótica Plástica, com em Oliveira (1993). Deste modo, esta pesquisa tem como intuito identificar os valores promovidos pelos nômades percebendo as temáticas predominantes nos blogs e, por fim, verificar como o plano de expressão, em sintonia com o plano de conteúdo, atua na construção de sentido. Ao considerar que o momento de pandemia da COVID-19 impediu a prática turística, estabeleceu-se um recorte que pretende analisar as postagens anteriores e durante a pandemia, compreendendo as adaptações do movimento ao período.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32354 A JUVENTUDE NA PUBLICIDADE: UMA REVISÃO DE LITERATURA 2020-08-30T13:01:23-03:00 Guilherme Paulino Gonçalves seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Flavia Mayer dos Santos Souza seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Apresenta visão parcial da revisão de literatura da pesquisa de mestrado em andamento, que investiga a presença da juventude periférica na publicidade governamental. Detalha-se os resultados obtidos com os descritores publicidade e juventude . A maior parte dos textos busca compreender a juventude como argumento publicitário. Excetuam-se poucos artigos na articulação entre saúde, juventude e publicidade. No levantamento, a noção de consumo é central nos objetivos de pesquisa. No entanto, o jovem da periferia se encontra ausente das discussões. Há poucos trabalhos voltados para a publicidade de interesse público.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32141 ANÁLISE DOS TWEETS SOBRE O NOVO CORONAVÍRUS (COVID-19) ASSOCIADOS AO GOVERNADOR DO ESPÍRITO SANTO 2020-08-25T11:06:38-03:00 Stéphane Figueiredo Ferreira sfigueiredof@gmail.com Ruth Reis sfigueiredof@gmail.com <p>O objetivo deste paper é identificar as temáticas mais associadas ao nome do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), no Twitter, num dos períodos mais críticos (entre junho e julho/2020) de enfrentamento da pandemia do novo coronavírus SARsCov-2 (Covid-19), utilizando a análise de conteúdo (AC) e análise de discurso (AD) como metodologias. O conjunto de dados de 04 de junho até 04 de julho de 2020 foi coletado pela ferramenta online Netlytic. As análises foram realizadas com mecanismos da mesma ferramenta e também com o auxílio do Tableau Public. Identificou-se ter havido um esforço para desgastar a imagem do governador Renato Casagrande, tendo em vista que ele adotou medidas mais restritivas de enfrentamento ao novo coronavírus, destoando do posicionamento do governo federal, em especial, do presidente da República Jair Messias Bolsonaro (Sem partido). Verificou-se ainda a produção de conteúdo falso como um dos recursos de ataque e de desinformação.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32168 A MUDANÇA NO ECOSSISTEMA JORNALÍSTICO E O DESERTO DE NOTÍCIAS NO ESPÍRITO SANTO 2020-08-26T11:26:46-03:00 Rita Benezath seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Ruth Reis seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Apresentamos as ideias preliminares de um projeto de pesquisa que busca investigar os hábitos de obtenção de informação sobre a atualidade dos moradores de municípios do Espírito Santo considerados deserto de notícias e os impactos sobre o exercício da cidadania nas cidades pequenas e médias mais afastadas do conglomerado de mídia da capital. Busca-se refletir sobre conceitos como deserto de notícias, jornalismo local e comunicação comunitária, a fim de construir uma paisagem teórica que permita refletir sobre as mudanças do ecossistema de comunicação sobre o acesso às notícias. Também colocamos em cena as mídias sociais como território informacional, visto que se tornaram uma forma de compartilhar informações, vivências e opiniões, que impactam significativamente o campo e o fazer jornalístico. O referencial teórico foi elaborado com base nas obras de Milton Santos, Augusto Franco, Cicilia Peruzzo, Cândida Emília Lemos, Maria José Baldessar, Pedro Dellagnello, Raquel Recuero, Reinaldo Pereira e Suzana Barbosa.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32350 A PRESENÇA DE MÉDICOS NO INSTAGRAM E A CONSTRUÇÃO DO DISCURSO DE VIDA SAUDÁVEL 2020-08-30T12:24:07-03:00 Lunélia Amaral Lima seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Flávia Mayer dos Santos Souza seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>A presença de médicos no ciberterritório levanta discussões envolvendo a área da saúde e da comunicação online. Nesse cenário, o estudo visa analisar os discursos sobre vida saudável construídos a partir do Instagram de médicos vistos como webcelebridades. Nesse artigo, vamos apresentar o percurso da construção do corpus da dissertação de mestrado desenvolvida no programa de Pós-gradução em Comunicação e Territorialidade da Ufes. O estudo constitui uma pesquisa descritiva, explicativa, qualitativa e abrange análise documental, considerando as publicações no Instagram como documento.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32553 ARQUEOLOGIA HOMOERRÁTICA DE A CRUZ NA PRAÇA UM FILME DESAPARECIDO DE GLAUBER ROCHA [1959] 2020-09-10T14:46:41-03:00 Fabricio F. Fernandes seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Gabriel Menotti seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>A dissertação se arrisca na produção de uma arqueologia para o curta-metragem A Cruz na Praça (1959), de Glauber Rocha, um filme desaparecido na história do cinema brasileiro. Neste estudo, faz-se um exercício arqueológico com três movimentos de pesquisa. Primeiro, uma historiografia homoerótica com relatos da prática de pegação na década de 1950 e no início de 1960, a partir de registros literários e pesquisas etnográficas, além de representações de personagens homoeróticos no cinema brasileiro, em períodos próximos ao da produção do curta estudado. Um segundo passo é dado com a retomada da biografia de Glauber Rocha na primeira fase do movimento Cinema Novo, entre 1955 e 1959, situando as atividades literária, ensaística, jornalística, teatral e cinematográfica de um artista pré-Barravento, seu primeiro longa- metragem. O terceiro e último movimento é o da produção da arqueologia de A Cruz na Praça. Nessa fase, realiza-se o levantamento de fragmentos sobre o objeto desta pesquisa a partir de um exercício de compreensão sobre o inacabamento e o desaparecimento do copião de um filme com abordagem sobre a perambulação homoerótica na Bahia de 1959 – tema historicamente transgressor, de confronto com a hegemonia heteronormativa.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32551 AS CONTRADIÇÕES DA NARRATIVA NEOLIBERAL: UMA ANÁLISE DO DISCURSO DO DISCURSO DO EMPREENDEDORISMO NO CONTEXTO DA PLATAFORMIZAÇÃO DO TRABALHO 2020-09-10T14:33:47-03:00 Karlili Trindade seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Rafael Bellan Rodrigues de Souza seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>O empreendedorismo ganha fôlego no Brasil em meio a uma crise econômica, política e social, recentemente também uma crise sanitária e uma agenda neoliberal que implementou uma série de medidas de austeridades que ampliaram o desemprego, o trabalho informal e a redução dos direitos. Nesse mesmo contexto, o discurso do empreendedorismo é impulsionado nas redes digitais, principalmente no Instagram, uma rede visual e território de fabricação de sentido que produz imaginários de perfeição. Um levantamento das publicações do Instagram na #empreendedorismo desde 2019, e na #brequedosapps durante as greves dos entregadores de aplicativos nos dias 1° e 25 de julho foi possível identificar as contradições entre o discurso do empreendedorismo e a realidade dos trabalhadores que são considerados empreendedores.<br />Após a análise, chegou-se à conclusão de que o cotidiano narrado nas redes digitais propaga e<br />facilita a assimilação dos elementos do discurso, fabricando um imaginário neoliberal. E que<br />mesmo que existam publicações que confrontem esses elementos, não possuem o mesmo<br />alcance, por esse motivo, o neoliberalismo tem predominância na fabricação de sentidos em<br />uma sociedade que vivencia seu cotidiano nas redes digitais.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32554 ASPECTOS DO AFETO NO CONTEXTO DA MIDIATIZAÇÃO DRAG 2020-09-10T14:53:52-03:00 Lucas Bragança seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Erly Vieira Jr seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Nota-se na atualidade uma forte presença de drag queens nos mais variados contextos midiáticos. Isso teve início, principalmente, através da popularidade do programa estadunidense RuPaul’s Drag Race em 2009. A partir disso, uma nova cena se articulou no Brasil, estabelecendo as drag queens como importantes figuras do entretenimento. Como apontado na dissertação “Drag: Corpo, Mídia e Afeto”, aprovada em 2019, a qual este artigo apresenta parte das conclusões, a presença desses corpos e performances na mídia acaba convocando parte dos espectadores a performarem também como drag. Através de uma pesquisa que mesclou elementos da análise de discurso de cenas do programa e de entrevistas semiestruturadas realizadas com jovens drag queens do cenário nacional, o trabalho aponta para a relevância de três esferas do afeto na constituição desse ambiente cultural. O primeiro, no sentido da presença dessas performances afetarem sensorialmente o público; o segundo, na ideia da afetação (ou afeminação) desses corpos e o terceiro, abarca a esfera afetiva que se estabelece através de identificação com a comunidade LGBT+.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32562 CINEMA DOCUMENTAL DE MULHERES NO ESPÍRITO SANTO: REVISTA MILÍMETROS – ABD CAPIXABA (2009 – 2019) 2020-09-10T15:44:07-03:00 Raysa Calegari Aguiar seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Gabriela Santos Alves seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Este trabalho visa apresentar a pesquisa que investiga a existência e busca caracterizar um cinema documental de mulheres produzido no estado do Espírito Santo. O argumento da pesquisa parte do diagnóstico de um apagamento histórico da presença das mulheres na produção cinematográfica e busca, fundamentado na teoria feminista e a partir de uma perspectiva arqueológica das mídias, agir de forma a registrar o trabalho das mulheres cineastas do estado. A metodologia de pesquisa se baseará na análise documental de nove edições da Revista Milímetros, publicação que traz as fichas técnicas dos filmes concorrentes da Mostra Competitiva promovida pela Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas do Espírito Santo (ABD-ES). Uma triagem feita a partir da análise das sinopses dos filmes participantes levará a uma seleção final de 17 obras cujas diretoras serão então entrevistadas para que elas mesmas revelem como aconteceu o desenrolar de suas experiências enquanto mulheres criadoras no audiovisual e que elas mesmas revelem a questão de pesquisa que é como se caracteriza um cinema de mulheres.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32337 CORES E TERRITORIALIDADES CARIOCAS: UM ESTUDO DE IMAGENS GEOLOCALIZADAS NO TWITTER 2020-08-30T10:31:37-03:00 Tasso Gasparini de Souza seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Fábio Goveia seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>O presente trabalho analisou um conjunto de 162.350 imagens geolocalizadas da cidade do Rio de Janeiro publicadas no site de rede social Twitter, no período entre 19 e 27 de setembro de 2017. Partindo de teóricos que estudam imagem, internet e territorialidades, pretende-se analisar como essas imagens revelam uma experiência do território carioca. Para isso foi realizada uma análise cromática das imagens, dispostas em uma visualização do tipo ImageCloud. Entre as considerações finais foi possível perceber que as fotografias são o tipo de imagem com maior presença no conjunto, e que a figura humana é o principal tema retratado nas imagens.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32568 DESINFORMAÇÃO E FAKE NEWS: UMA REVISÃO DE LITERATURA 2020-09-10T16:07:31-03:00 Thamara Machado Pinto seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Daniela Zanetti seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>O paper em questão é constituído de reflexões relativas à pesquisa de mestrado em andamento “Território em chamas: o combustível da desinformação - uma análise das disputas narrativas no Youtube acerca das queimadas na região Amazônica em 2019” fixada no programa de Pós-Graduação em Comunicação e Territorialidades da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Nossa principal indagação de pesquisa é como os discursos de atores sociais na referida plataforma podem impactar o debate na esfera pública em um contexto de desmantelamento de leis e ações civis públicas de salvaguarda ao meio ambiente. Nesse sentido, nos traz igual inquietude como se dá a atuação dos algoritmos do site podendo impulsionar e radicalizar tais narrativas. Para este estudo específico trouxemos um fragmento do Estado da Arte sobre “fake news” e “desinformação”, cujo objetivo é mapear as principais abordagens e eixos conceituais e metodológicos sobre o tema. A partir desse levantamento constatamos lacunas significativas como a ausência de trabalhos que versam sobre a questão ambiental, bem como a respeito da plataforma de vídeos Youtube nesse contexto.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32563 ENQUADRAMENTO JORNALÍSTICO DAS MATÉRIAS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: HEGEMONIA E CONTRA-HEGEMONIA NO TRABALHO DAS JORNALISTAS DA GAZETA 2020-09-10T15:47:04-03:00 Yara Lopes seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Rafael Bellan Rodrigues de Souza seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>A violência contra a mulher é um assunto que já foi praticamente invisibilizado nas discussões sociais. Com a aprovação da Lei Maria da Penha em 2006 e o avanço das lutas feministas, o tema passou a ter mais espaço, inclusive na mídia. O objetivo do artigo é apresentar uma reflexão sobre a importância de analisar não só o aparecimento dessas notícias na imprensa, mas a maneira como essas notícias são apresentadas para o leitor.O enquadramento, ou news framing, é a metodologia utilizada para fazer essa análise, tentando entender o que é colocado como prioridade, o que é silenciado e qual a narrativa foi adotada pelo veículo de imprensa. Com essa análise mais minuciosa, é possível ver os traços de hegemonia ou de contra-hegemonia nessas notícias. O processo depende também do trabalho dos profissionais que produzem esse material. Assim, ao analisar as matérias de violência contra a mulher do jornal A Gazeta do Espírito Santo, deve-se analisar também como se dá o trabalho especificamente das jornalistas que escrevem essas notícias, para assim, levantar reflexões mais precisas sobre o fenômeno.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32556 FLUXOS DO ARMÁRIO NO CINEMA CONTEMPORÂNEO BRASILEIRO 2020-09-10T15:21:59-03:00 Tadeu Bousada seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Erly Vieira Júnior seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Entendendo o armário enquanto fenômeno que não só interpela as subjetividades individuais dos corpos LGBTQIA+, mas também está nos dispositivos de poder e controle presentes na topografia urbana – deflagrando relações e perfomances de gênero como lícitas e ilícias - é objetivo deste artigo divagar sobre tal regime de sociabilidade em três filmes do cinema contemporâneo brasileiro: Tatuagem (2013), Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014) e Tinta Bruta (2018). Em cada título foi feita a interconexão entre as narrativas e as epistemologias sociais do armário que lhes são convenientes, assim como pensar processos fílmicos dialógaveis com esses objetos. A título de exemplo, foi deduzido como a referida expressão se comporta ao ser apropriada por outras problemáticas minoritárias, caso da obra dirigida por Daniel Ribeiro (2014), onde o protagonista reivindica a sua identidade homoerótica e independência como portador de deficiência visual. Já na produção assinada por Hilton Lacerda (2013), esse armário pôde ser pensado através da oposição entre a instituição reguladora dos bons costumes morais (exército) e as subculturas do desejo em sociedades metropolitanas, representadas pelas figuras do artista efeminado e o soldado fanchono. Por fim, da película co-realizada por Filipe Matzembacher e Márcio Reolon (2018), referiu-se às noções de desorientação (Ahmed, 2002) presentes no deslocamento do personagem principal em relação a cidade-armário que por muitas vezes parece querer expulsá-lo e/ou coagí-lo.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32552 GRAFFITI: ARTE MESTIÇA DO HIP-HOP ABRINDO FENDAS NOS TERRITÓRIOS URBANOS 2020-09-10T14:39:48-03:00 Luiz Eduardo Neves seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Viviana Mónica Vermes seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Por meio do registro fotográfico de duas obras do gênero foco desta pesquisa realizadas em Vitória-ES, depoimento de grafiteiro retirado de um documentário e referencial bibliográfico do campo dos estudos cultural, comunicacional e semiótico se pretende decodificar os graffitis, visando o entendimento da prática social e cultural presente no movimento hip-hop como expressão cultural e anseios sociais de indivíduos que vivem na pós-modernidade; fazer um paralelo entre a arte desenvolvida há 1.500 nas paredes das cavernas e dos atuais “rabiscos” elaborados dos grafiteiros; e perceber melhor a relação de conflito e da construção de sentidos das artes plásticas da cultura hip-hop. Através da arte que estampa os muros dos centros urbanos do mundo, foi verificada a possibilidade de apresentar um histórico da expressão artística que descreve o cotidiano do homem através do tempo, a pintura em paredes.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32557 GRINDR: APONTAMENTOS SOBRE OS DISPOSITIVOS DA GENTRIFICAÇÃO DO QUEER 2020-09-10T15:26:56-03:00 Thiago Scarpat seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Gabriela Santos Alves seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Discute a mutação do conceito de gentrificação a partir da perspectiva da territorialidade digital, tomando como base uma pesquisa de mestrado em andamento. Tem como objetivo central entender como a noção de gentrificação, quando adentra o ciberespaço, torna-se um diagrama estruturado por dispositivos tecnopolíticos, percebidos a partir do conceito gentrificação do queer. Toma como corpus analítico o Grindr, aplicativo de encontro afetivo- sexual queer. Reúne autores dos estudos sobre tecnopolítica, territorialidade, gentrificação, poder e teoria queer. É um trabalho de pesquisa qualitativa, em fase descritiva cuja metodologia é a genealogia, que visa a contribuir com uma reflexão sobre como a noção de gentrificação do queer vem no bojo de um fenômeno que cruza as teorias tecnopolítica e queer numa rede social digital de busca por parceiros, cuja ação em curso é movimentada por dispositivos, descritos em forma de resultados neste paper.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32338 INFOTERRITÓRIOS RELIGIOSOS: DISCURSOS E SENTIDOS NAS TRANSMISSÕES DE MISSAS PELO FACEBOOK 2020-08-30T10:38:08-03:00 Gilliard Zuque da Fonseca seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Maria Nazareth Bis Pirola seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Nossa pesquisa busca entender como acontecem as interações entre público, padre e Facebook no espaço dedicado aos comentários nas transmissões ao vivo das missas. Toma como corpus os comentários das lives das celebrações transmitidas através da página do Padre Anderson Gomes, responsável pela administração da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Vila Velha (ES). Analisa a transmissão ocorrida no dia 1o de julho de 2018. Trata os dados de forma qualitativa, à luz do referencial teórico e metodológico da sociossemiótica, de Eric Landowski, A.J Greimas e colaboradores. Dialoga, ainda, com autores que discutem os conceitos de território e territorialidades, em especial, Rogerio Haesbaert, Milton Santos e Marco Aurélio Saquet; e com a temática da religião no ambiente digital, como Moisés Sbardelotto. Buscou-se contribuir com o maior aprofundamento dos estudos das experiências religiosas nas redes sociais, conceituadas por nós, nesse recorte, como infoterritórios religiosos, identificando, no espaço dos comentários, em que momentos há maior interação; os mecanismos de interação presentes e, ainda, a atuação do Facebook na transmissão e nos efeitos de sentido construídos nos comentários.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32565 JORNALISMO DO BEM NA ERA DAS FAKE NEWS 2020-09-10T15:54:58-03:00 Caroline De Marchi Pignaton seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Ruth de Cássia dos Reis seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Este artigo traz discussões sobre como o ambiente virtual promove novos modelos de jornalismo, conhecidos como jornalismo do bem ou jornalismo moral, ao mesmo tempo em que dissemina notícias falsas, as chamadas fake news. Ambos desafiam os valores jornalísticos associados ao jornalismo da era moderna, que prima pela objetividade, em que o jornalista permanece fora dos eventos e informa os fatos acontecidos, teoricamente, de forma imparcial, sem pretender provocar mudanças na realidade social, os chamados produtores de notícias. Esses fenômenos acontecem à margem da ordem produtiva do capital, muitas vezes com recursos próprios ou financiados por quem tem interesse em manter a “causa” e possuem um traço em comum: os cidadãos passam a ser atores e não meros espectadores.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32345 NEGROS DE PELE CLARA: REPRESENTAÇÃO DE IDENTIDADES NEGRAS NO YOUTUBE 2020-08-30T11:55:42-03:00 Luiz Dantas seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Daniela Zanetti seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>O presente trabalho emerge das reflexões iniciais de um projeto de mestrado em Comunicação e Territorialidades pela Universidade Federal do Espírito Santo. Para analisar a construção de representações de identidades negras por negros de pele clara no YouTube, propomos um percurso teórico-metodológico que não aponta respostas, mas sugere vias para se pensar a identidade do negro de pele clara, o chamado pardo, no Brasil. Começamos com uma discussão sobre o mito da democracia racial e a divisão entre pretos e pardos, em seguida, apresentamos reflexões teóricas sobre o YouTube e seus limites e possibilidades para operar como esfera pública e, por fim, desenhamos uma análise decolonial de representação, a partir da compreensão do orixá Exu como sensibilidade analítica. Concluímos que, dada a privação histórica dos sujeitos negros em construir discursos a partir de suas próprias fontes epistêmicas, isto é, fora da tradição eurocêntrica, Exu surge como emancipador do corpo- encruzilhada do negro, privilegiando suas elaborações a partir do espaço ocupado por seu corpo na estrutura social brasileira.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32348 O FOTOJORNALISMO E A CONSTRUÇÃO DO DISCURSO VISUAL SOBRE A PANDEMIA DO CORONAVÍRUS 2020-08-30T12:11:04-03:00 Vitor Jubini Venturin seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Ruth Reis seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Este trabalho tem como objeto o discurso produzido por fotografias jornalísticas sobre a pandemia do coronavírus, sendo o corpus da pesquisa composto por publicações veiculadas nos sites dos jornais BBC News Brasil, El País Brasil e Folha de São Paulo. Através dessas imagens temos como objetivo principal indagar os sentidos construídos sobre a Covid19 utilizando como método a análise do discurso imagético. As fotos abordadas aqui expõem um jogo sociopolítico complexo, mostram como nossa sensibilidade pode ser afetada por elas e nos impõe refletir se a produção midiática é capaz de promover mudanças ou simplesmente nos anestesia tornando a situação natural. O discurso visual construído sobre a pandemia carrega uma forte carga simbólica em relação aos graves problemas causados pela Covid-19, como estagnação econômica pela paralisação de alguns setores produtivos, falta de leitos em hospitais para atender os infectados e grande número de mortos. Constatamos que o fotojornalismo é uma narrativa visual que colabora com a informação textual como também proporciona outras perspectivas que apontam para grandes impactos políticos, sociais, econômicos e psicológicos proporcionados por uma crise em diversos níveis.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32333 O INVESTIMENTO DO ESTADO EM SEUS PRÓPRIOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO: UM MAPEAMENTO DA COMUNICAÇÃO PÚBLICA NO ESPÍRITO SANTO 2020-08-30T10:04:34-03:00 Alexandre Lemos seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Edgard Rebouças seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>O artigo pretende traçar uma perspectiva metodológica para a construção de um mapeamento da comunicação pública no Espírito Santo. Ele se origina do projeto de pesquisa que estuda a Comunicação Pública e a Economia Política da Comunicação no Programa de Pós-graduação em Comunicação e Territorialidades da Universidade Federal do Espírito Santo. O objetivo é lançar luz sobre os investimentos do Estado em seus próprios veículos de comunicação e nos gastos em publicidade e propaganda com os grupos locais de mídia ao longo de um período a ser definido ao longo da pesquisa. Por meio de uma abordagem descritiva e coleta documental, serão identificados os veículos e plataformas de comunicação utilizados pelo Governo do Estado para a divulgação de suas ações e serviços ofertados para a população, tendo suas características (estrutura, produção e circulação) analisadas. Servirá como subsídio para um cruzamento entre a proporcionalidade dos valores de investimentos em veículos<br />próprios e os gastos na mídia privada no Espírito Santo.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32564 O JOVEM COMO RESPONSÁVEL PELAS VIOLÊNCIAS NO TELEJORNALISMO CAPIXABA 2020-09-10T15:50:49-03:00 Alice Barcellos seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Edgard Rebouças seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>O presente artigo é parte das análises da minha pesquisa de mestrado que teve como foco as juventudes nos telejornais da Grande Vitória. O estudo foi realizado com uma análise dos quatro telejornais da hora do almoço: Balanço Geral, Ronda Geral, ES 1 e Tribuna Notícias 1ª edição. Um dos principais conceitos da pesquisa é o de que não existe uma juventude, mas sim juventudes múltiplas, e que essas juventudes podem ser mostradas de diversas formas. As matérias analisadas foram da editoria de polícia, já que os noticiários exploram a violência e usam as juventudes diariamente nos jornais. Para auxiliar a análise, a metodologia utilizada foi a análise de conteúdo. Duas semanas do mês de março e abril de 2019 foram gravadas e analisadas para a pesquisa. O artigo mostra que nas matérias sobre insegurança urbana, o jovem é agente das violências, e que a principal fonte usada pela imprensa são as fontes oficiais, ou seja, quem fala por esse jovem é a polícia. Os jovens agentes de atos infracionais não são ouvidos, e a problemática dos jovens inseridos nas violências também não é feita no jornalismo capixaba.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32349 O PANDEMÔNIO INFORMACIONAL EM MEIO À PANDEMIA DA COVID-19 E A NECESSIDADE DO JORNALISMO 2020-08-30T12:17:50-03:00 Marcus Vieira seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Victor Gentilli seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>O artigo apresenta as primeiras reflexões que embasam a pesquisa em curso sobre o fenômeno de produção de mensagens falsas em meio à pandemia da Covid-19 no Brasil, com objetivo de acompanhar as mudanças desencadeadas com a sua ocorrência e analisar o trabalho de checagem de notícias falsas durante o processo.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32334 O PAPEL DO JORNALISMO NA CONSTRUÇÃO SOCIAL DA IMAGEM DO AGRONEGÓCIO: UMA ANÁLISE DAS MANCHETES DO JORNAL A TRIBUNA 2020-08-30T10:14:11-03:00 Nathália Esteves da Silva Gomes seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Rafael Bellan Rodrigues de Souza seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Este texto busca compreender qual tem sido o papel do jornalismo no processo de construção da imagem do agronegócio na mídia, a partir da ideia de eficiência produtiva do setor. Para isso, lançará um olhar sobre as matérias publicadas pelo jornal capixaba A Tribuna, mais especificamente as manchetes sobre o agronegócio do eucalipto, na figura da multinacional Suzano S.A. Como ferramental teórico-metodológico, optou-se pela Análise de Conteúdo, recorrendo a autores como Laurence Bardin (1997, 2006), Danilo Rothberg (2007) e Luana Bonone (2016). Os resultados revelaram que os discursos promovidos por A Tribuna, sobre o tema, tendem a construir uma imagem desenvolvimentista do setor, projetando o agronegócio como sendo o modelo mais eficiente e produtivo para o desenvolvimento da economia capixaba e nacional. Ao mesmo tempo que desconsidera todos os impactos humanos, econômicos, sociais e ambientais produzidos pela produção em larga escala da monocultura do eucalipto, para abastecer o mercado internacional.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32331 O TERRITÓRIO DA RÁDIO PÚBLICA ESTATAL 2020-08-30T09:52:39-03:00 Ivana Sonegheti de Mingo seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Edgard Rebouças seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>O artigo tem o objetivo de apresentar um entendimento sobre como o rádio estatal se insere no território do sistema público de radiodifusão, dada a relevância social do rádio enquanto emissora pública de comunicação para o desenvolvimento democrático. Esta análise foi desenvolvida como parte integrante de pesquisa de mestrado em andamento que tem o objetivo de estudar as emissoras de rádio vinculadas a governos estaduais e ao governo federal, partindo da proposição de pesquisa de que tais emissoras não representam a formação de um sistema de comunicação público nacional ou se caracterizam em uma prática do serviço público de comunicação. Considerando o avanço da mercantilização da cultura e da informação em detrimento do bem público na sociedade, o presente artigo observa a territorialidade no cenário do rádio estatal no Brasil, enquanto consequência das (não) políticas públicas de comunicação aplicadas ao setor. O trabalho se ampara no eixo teórico-metodológico da Economia Política da Comunicação e no processo histórico que modela o universo radiofônico nacional para apresentar uma análise qualitativa do panorama das emissoras que atuam nos estados brasileiros.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32347 OS NEWS PROMOTERS NO ECOSSISTEMA JORNALÍSTICO: A RESSIGNIFICAÇÃO DOS CIENTISTAS A PARTIR DE ATOS DE JORNALISMO 2020-08-30T12:05:43-03:00 Thalita Mascarelo seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Victor Gentilli seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>As redes sociais potencializaram a circulação de informação, desse modo, estudar jornalismo passou a ser tarefa ainda mais complexa e ampla. Este texto traz um breve panorama das mudanças na pesquisa devido ao momento histórico de pandemia enfrentado, tendo como foco o momento atual das fontes de informação científicas as quais estão ativamente informando sobre covid-19 por meios de comunicação diversos que intercalam os jornais e as redes sociais. A partir disso, uma pesquisa qualitativa será executada através de questionários enviados aos promotores de notícias (news promoters). Concomitantemente a isso, dados analíticos nas redes sociais dessas fontes emissoras são observados com o intuito de auxiliar na compreensão das relações desses dois territórios - as redes sociais e os jornais -, a partir de seus atores informacionais. Percebeu-se, até aqui, que um número significativo de fontes da ciência publicam informação científica por redes sociais próprias a partir de atos de jornalismo, tornando suas informações visíveis no denominado ecossistema jornalístico, contribuindo e concorrendo com o jornalismo das mídias tradicionais.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32385 #OCUPAES: MIDIATIVISMO E A PRODUÇÃO DE TERRITÓRIOS INFORMACIONAIS INDEPENDENTES 2020-08-31T15:37:41-03:00 Ana Paula Miranda Costa Bergami seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Fábio Luiz Malini de Lima seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>O presente trabalho analisa a produção de narrativas biopolíticas do coletivo Ninja ES durante os dias de ocupação escolares no Espírito Santo em 2016, evento que ficou conhecido como #OcupaES. A análise engloba 941 postagens realizadas na página do coletivo Ninja ES no Facebook, em outubro, novembro e dezembro de 2016. A partir da sistematização e da modelagem dos dados obtidos, conseguimos identificar as principais características enunciativas e categorias temáticas das publicações do Ninja ES. Também investigamos as características da atividade midiativista no Espírito Santo, compreendendo sua dinâmica própria, que vai além do antagonismo com a imprensa local. Entendemos que o Ninja ES se consolidou como uma verdadeira agência de notícias durante o período de ocupação das escolas públicas do Espírito Santo, convertendo-se em um hub midiático de conteúdo alternativo, construído a partir de narrativas independentes elaboradas pelos midiativistas. A partir da análise de conteúdo do material coletado na página do Ninja ES no Facebook, defendemos que o coletivo de mídia livre estabelece atividades sociais que criam pertencimento nas redes sociais digitais — no caso narrativas jornalísticas elaboradas por comunicadores autônomos —,configurando um território informacional independente.<br><br></p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32340 PRÁTICAS CULTURAIS AFRO-CAPIXABAS: DISPOSITIVOS NA/PARA AÇÕES EXPRESSIVAS E COMUNICACIONAIS 2020-08-30T10:52:23-03:00 Sara Passabon Amorim seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Daniela Zanetti seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Esse estudo, em andamento, se estabelece no campo dos estudos da performance e comunicação. As culturas afro-brasileira e afro-capixaba e suas variantes, em especial, as performances bantu são os dispositivos potencializadores dessa análise. Afinalidade geral dessa investigação é averiguar e analisar como agentes que atuam no campo da cultura e das artes na Grande Vitória constroem subjetividades que incorporam referências discursivas, imagéticas e estéticas dessas culturas a seus processos comunicacionais em espaços diversos, sejam eles de quaisquer naturezas, que se articula também por meio de nexos comunicacionais. Para além das reflexões de caráter teórico – que agrega fundamentos do campo da comunicação em interface com os estudos das performances, antropologia e sociologia–, utilizamos como instrumental metodológico de caráter qualitativo a aplicação de um questionário online. Foram realizadas entrevistas com pessoas afrodescendentes que atuam nas áreas artísticas e de produção cultural no contexto capixaba. A pesquisafoi divulgada, tanto por email como em redes sociais, Whatsapp e Facebook.Objetivamos refletir sobre questões das representatividades, visibilidades e subjetividades, localizando as potencias comunicacionais das culturas negras e afrocapixaba na sociedade contemporânea.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32335 PROFISSIONALIZE O COTIDIANO E CRESÇA NA CRISE: ESTRATÉGIAS DO CANAL CLAREAR NO YOUTUBE 2020-08-30T10:23:06-03:00 Camila Fregona seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Daniela Zanetti seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>O Canal Clarear, no YouTube, foi principal objeto de estudo durante o mestrado no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Espírito Santo (Póscom-Ufes). A investigação foi motivada pelo interesse em compreender como o cotidiano de pessoas comuns, tal como a cozinheira Rúbia com seus vídeos sobre sua rotina, tornaram-se fenômenos na maior plataforma de vídeos do mundo. Em busca dessas respostas, a pesquisa adotou como procedimentos metodológicos a etnografia, a análise de conteúdo e a entrevista em profundidade com a criadora de conteúdo. Foram categorizados 282 vídeos publicados no primeiro semestre de 2019 e, destes, analisados três vídeos com seus respectivos comentários. A análise demonstrou a prevalência de conteúdos nas categorias casa, rotina, intimidades e culinária, bem como a existência de estratégias de profissionalização do canal para manter elevada produção de conteúdo, fidelização e conquista de novos seguidores. Entre essas estratégias destacam-se: o planejamento de temas; a utilização de títulos que atraiam a atenção do público; o uso de verbos no gerúndio; a repetição temática dos vídeos; a serialização de temas; rotinas de produção; e a assincronia espaço-temporal entre a produção e a divulgação do conteúdo. Neste artigo, apresentamos os principais resultados dessa pesquisa finalizada em abril de 2020, com destaque para as estratégias comunicacionais utilizadas pelo canal que levaram a alcançar um público de mais de 1 milhão de inscritos.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32558 QUEM FALA SOBRE AS MULHERES - A REPRESENTAÇÃO DO CORPO GORDO FEMININO NO INSTAGRAM 2020-09-10T15:30:32-03:00 Amanda Câmara Pinto seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Gabriela Santos Alves seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>O presente paper visa apresentar um recorte da discussão da pesquisa em andamento, sobre as mudanças de referências comunicacionais para mulheres, falando sobre o corpo gordo feminino, corpo político e mito da beleza. Como proposta de pesquisa em andamento, o principal interesse é levantar uma reflexão inicial sobre quem fala sobre o corpo das mulheres nas mídias vigentes, levando em consideração as novas formas de organização social a partir do advento das redes sociais. Partindo dos conceitos teóricos sobre patriarcado, corpolatria e influenciadores digitais é que pretendemos apresentar a discussão inicial.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32561 RESSIGNIFICAÇÕES DA SEXUALIDADE NA PRODUÇÃO DE PORNOGRAFIAS FEMINISTAS 2020-09-10T15:40:02-03:00 Liliana Rocha Fernandes seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Erly Milton Vieira Jr. seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>O presente trabalho demonstra o andamento da dissertação de mestrado, com o mesmo título, por meio do qual se analisará aspectos da sexualidade feminina representadas em obras de pornografia feminista. Também se abordam as discussões teóricas travadas entre feministas que defendem a censura da pornografia e as feministas alinhadas com o movimento pró-sexo, movimento ao qual essa pesquisa se alinha. Além disso, os filmes a serem analisados na dissertação serão brevemente expostos neste paper.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32339 SONORIDADES DAS FESTAS DO CAMPUS DE GOIABEIRAS DA UFES – TECNOLOGIAS E SENTIDOS APLICADOS À PESQUISA EM COMUNICAÇÃO 2020-08-30T10:45:21-03:00 Constantino Gabriel Buteri Neto seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Viviana Mónica Vermes seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>O artigo trata do uso de gravações sonoras em pesquisas no campo da Comunicação e examina o significado atribuído a termos recorrentes nestas pesquisas, como “som”, “sonoridades” e “paisagem sonora”, explorando como estes significados dialogam ou se afastam de outros campos do saber nos quais o som é fundamental, música, acústica e fisiologia. Compreendemos, a partir do paradigma ecológico proposto por James J. Gibson, juntamente com algumas reflexões da antropóloga Viviane Vedana e do compositor Rodolfo Caesar, ambos em Gibson fundamentadas, que estes termos podem ser pensados como formas de energia estruturada pelo ambiente e definidos a partir da compreensão de sua inter-relação com este ambiente. Neste contexto explicarei como a pesquisa que desenvolvo sobre as sonoridades do Campus de Goiabeiras da Ufes trata destas questões.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32352 SHOPPING CENTER: TERRITÓRIO DA ABUNDÂNCIA 2020-08-30T12:39:42-03:00 Glauber P. Rocha seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Flávia Mayer dos Santos Souza seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Este artigo tem como objetivo apresentar parte de uma pesquisa de mestrado que toma como objeto de estudo o primeiro grande shopping center da capital capixaba. Com isso, busca construir reflexão que aborda o shopping center como território. Nessa visada, compreende que nos limites desse tipo de empreendimento: a comunicação se estabelece por meio de variadas plataformas e situações; e face do controle que o caracteriza impõe normas e proporciona segurança. Trata-se de um território da abundância, onde o excesso de marcas, comunicação, bens e experiências a consumir transborda, inundando todas as áreas.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32341 TELENOVELA E REPRESENTAÇÃO: A CONSTRUÇÃO DE PERSONAGENS NEGRAS EM AMOR DE MÃE 2020-08-30T11:00:44-03:00 Matheus Effgen Santos seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Gabriela Santos Alves seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Este trabalho tem como objetivo analisar de forma exploratória a construção de duas personagens negras na telenovela Amor de Mãe (2017), produzida e exibida pela Rede Globo. O texto integra uma pesquisa maior, desenvolvida em nível de mestrado, que busca analisar as eventuais atualizações na produção de sentido e de representatividade de personagens negras nas telenovelas do horário das 21h. Portanto, como base teórica foram recuperados os trabalhos de autores(as) que refletiram sobre a questão de maneira quantitativa e qualitativa ao longo do desenvolvimento do campo das telenovelas brasileiras. A análise foi realizada a partir da seleção de todas as cenas em que estiveram presentes Camila (Jéssica Ellen) e Vitória (Taís Araújo), duas das personagens em destaque da trama, durante primeira semana de exibição da telenovela. Os resultados demonstram que a posição proeminente ocupada por essas personagens na narrativa abre a possibilidade de uma construção ampla e que possibilita a exploração de esferas distintas na trama de cada uma delas. Apesar do debate em torno da raça não ter ficado explícito nesse primeiro momento, a trama aciona aspectos relacionados à vivência feminina como a maternidade e sua experiência no mercado de trabalho como arcos narrativos.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32567 TERRITÓRIO EM DISPUTA: ANÁLISE DISCURSIVA SOBRE A COBERTURA DO JORNAL A GAZETA NO PLANEJAMENTO DO PARQUE TECNOLÓGICO DE VITÓRIA 2020-09-10T16:03:36-03:00 Mayra Belem Tavares de Brito seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Rafael da Silva Paes Henriques seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Este estudo buscou analisar como o jornal A Gazeta acompanhou e noticiou o projeto do Parque Tecnológico de Vitória, num período recente, embora o processo remonte à década de 1990. Para isso, foram levantadas as publicações de janeiro de 2016 a setembro de 2019, quando ocorreram a mobilização e a votação para definir a modalidade de uso do território, se misto ou exclusivo no Plano Diretor Urbano (PDU). A Análise Crítica do Discurso foi aplicada em um texto selecionado, sob a teoria de Fairclough (2001), como instrumento teórico-metodológico. Observamos que o tema foi subnoticiado, considerando a relevância da pauta mediante a necessidade de incentivar alternativas para o desenvolvimento econômico da capital capixaba e do estado do Espírito Santo, por meio da ciência e da tecnologia, desvinculando a economia da dependência das grandes corporações. As publicações despriorizaram os debates políticos e econômicos qualificados, dando espaço aos embates e disputas que podem ter sido produto de interesses envoltos em relações de poder socialmente estabelecidas.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32353 TERRITÓRIO, TERRITORIALIDADE, PUBLICIDADE E CONSUMO: UMA REFLEXÃO A PARTIR DOS DISCURSOS INSERIDOS NAS EMBALAGENS DE COSMÉTICOS PARA CABELOS CRESPOS E CACHEADOS 2020-08-30T12:51:04-03:00 Juliana Bellia Braga seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Flávia Mayer dos Santos Souza seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Nos últimos anos, acompanha-se um movimento de valorização dos cabelos crespos e cacheados que influencia uma mudança no mercado de cosméticos capilares, no qual ocorre um aumento expressivo da quantidade de produtos disponíveis para esse público. Nesse cenário, observam-se mudanças nos padrões de consumo de cosméticos, que passam a abarcar questões identitárias e de pertencimento. Em conjunto com as conexões e laços afetivos facilitados, em parte, pelas redes sociais digitais, essa mudança promove também transformações nos processos comunicacionais e publicitários. Para abordagem desses fenômenos, foi utilizada a pesquisa bibliográfica na tentativa de compreender os conceitos de território e territorialidade no encadeamento desses aspectos, e discutir os discursos das marcas ao investir no estreitamento do relacionamento com seu público. Essa construção ultrapassa as fronteiras do digital e passa a constituir meios da publicidade tradicional, sendo as embalagens de cosméticos capilares um exemplo desse prolongamento.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32555 UMA PESQUISA EM CONSTRUÇÃO: COMUNICAÇÃO, CORPO E GÊNERO NAS MANIFESTAÇÕES DE ENTIDADES NA UMBANDA 2020-09-10T15:11:07-03:00 Maurílio Mendonça de Avellar Gomes seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Erly Vieira Júnior seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Não há o fenômeno de incorporação, na Umbanda, sem corpo. É pelo corpo que a entidade ancestral se manifesta e, assim, se comunica. O corpo do umbandista, durante as giras (cerimônias), ganha novas formas, multiplica-se em outros corpos possíveis.São corpos incorporados, transformados em meios de comunicação. Há mais de cinco anos, faça parte do Centro Espírita Orixalá, de Vila Velha – terreiro com mais de 45 anos de atividade. Nele, independente do gênero ou do sexo que o e a umbandista se identifica, este e esta poderão incorporar ancestrais que se apresentam tanto do gênero masculino quanto do gênero feminino. Um mesmo corpo que pode ser homem e mulher. É essa duplicidade que interessa a pesquisa “Comunicação, corpo e gênero nas manifestações de entidades na Umbanda” – iniciada em 2020 no Programa de Pós-graduação em Comunicação e Territorialidades (POSCOM) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) – com este artigo apresentando os primeiros passos do estudo, incluindo as defesas sobre o objeto de pesquisa, a metodologia a ser adotada, o princípio de referencial bibliográfico, assim como as definições do que virá a ser a pesquisa de campo. Afinal, quantos corpos cabem em um corpo?</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32560 VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES NO JORNALISMO LITERÁRIO 2020-09-10T15:37:00-03:00 Lais de Mello Rocio seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Victor Israel Gentilli seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>O paper apresentado é parte do projeto de pesquisa de Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Territorialidades da Universidade Federal do Espírito Santo (PÓSCOM-UFES). Este artigo analisa como o jornalismo literário e investigativo pode refletir, debater, contextualizar e humanizar as narrativas sobre violência contra mulheres, de acordo com a perspetiva de gênero e reeducação da sociedade para o enfrentamento à desigualdade de gênero. Com esta proposta, o trabalho utiliza como metodologia a revisão bibliográfica que ligam os conceitos do jornalismo literário, a reportagem investigativa e suas representações sociais, e os estudos sociológicos sobre a violência e desigualdade de gênero. Em busca de fornecer apontamos práticos para a prática do jornalismo no enfrentamento à violência contra mulheres, os atravessamentos das contribuições teóricas utilizadas são revisados e fundamentados por meio de exemplos práticos, de livros-reportagem que narram casos e contextualizam o tema, bem como dados empíricos da violência contra mulheres no Brasil.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades https://publicacoes.ufes.br/poscom/article/view/32566 VIOLÊNCIA TERRITORIALIZADA: A COBERTURA JORNALÍSTICA DOS PROGRAMAS DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESPÍRITO SANTO 2020-09-10T15:58:28-03:00 Maíra Mendonça seminariocomunicacao.ufes@gmail.com Rafael Paes Henriques seminariocomunicacao.ufes@gmail.com <p>Este artigo visa a analisar a cobertura do portal de notícias A Gazeta em relação aos programas de Segurança Pública desenvolvidos pelo governo do Espírito Santo nos últimos dez anos: Estado Presente em Defesa Pela Vida e Ocupação Social, que nascem com o propósito de atuar em diferentes frentes sociais em bairros considerados altamente violentos do estado. Entendendo o jornalismo como um território discursivo, utilizamos a Análise Crítica do Discurso (ACD) para o embasamento teórico da pesquisa e também como ferramenta metodológica para desvendar os sentidos produzidos no texto jornalístico. Observou-se que o governo estadual, seja por meio de dados oficiais ou das falas de seus representantes, é a principal ou única fonte de informações sobre os programas, não havendo espaço para pluralidade de vozes, ou para a inclusão das comunidades&nbsp; abrangidas por tais políticas. Os apontamentos que surgiram nesta investigação inicial poderão ser aprofundados ao longo da pesquisa de mestrado, desenvolvida no âmbito do curso de pós-graduação em Comunicação e Territorialidades da Ufes.</p> 2020-09-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Anais do Seminário Comunicação e Territorialidades