Parentalidade positiva como estratégia de educação não violenta
uma revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.47456/rbps.v27isupl_1.48253Palavras-chave:
Violência contra a criança, Maus-tratos infantis, Proteção infantil, Políticas públicas, Relações pais-filhoResumo
Introdução: A violência contra a criança e o adolescente é prejudicial e pode intensificar os impactos sociais, emocionais, psicológicos e cognitivos ao longo do curso da vida. Objetivo: Analisar a literatura existente sobre os impactos da violência infantil e a parentalidade positiva como alternativa para uma educação não violenta. Métodos: Revisão narrativa da literatura, por meio de busca nas plataformas digitais da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Google Acadêmico, utilizando as palavras-chave Parentalidade positiva, Proteção infantil, Violência contra a criança; além dos termos Lei Menino Bernardo e Lei 14.826/2024, com recorte dos últimos 10 anos. Resultados: Foram selecionados seis estudos que apontam que a violência física contra crianças no Brasil, com intenção de punir ou inibir comportamentos ainda é uma realidade alarmante. Os estudos indicam que práticas educativas violentas podem causar prejuízos duradouros ao longo da vida, aumentando os riscos de desenvolvimento de psicopatologias. Apesar da legislação vigente, como o Estatuto da Criança e do Adolescente e normas que incentivam a parentalidade positiva, a aceitação cultural da punição física ainda representa um entrave à superação dessas práticas, o que demanda maior atuação das políticas públicas. Conclusão: A formação e a capacitação dos profissionais que atuam na rede de proteção são medidas imprescindíveis para transformar paradigmas e consolidar práticas que priorizem o cuidado, o respeito e o desenvolvimento integral das crianças, em consonância com a legislação vigente.
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