Agenesia de artéria carótida interna
relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.47456/rbps.v26i1.51185Palavras-chave:
Artéria carótida interna, Circulação colateral, Polígono de WillisResumo
Introdução: As doenças associadas ao sistema arterial carotídeo apresenta maior prevalência atual, provavelmente devido ao aumento da oferta de exames complementares. A doença aterosclerótica destaca-se como a principal causa de complicações clínicas, especialmente nos acidentes vasculares cerebrais, contudo, alterações congênitas são relevantes e frequentemente permaneçam assintomáticas até o diagnóstico. Agenesia de carótida interna é rara, frequentemente diagnosticada incidentalmente, porém de significativa importância clínica. O fluxo sanguíneo cerebral geralmente é mantido por mecanismos compensatórios, como a formação de circulações colaterais através do polígono de Willis, da persistência de artérias embrionárias ou das colaterais transcranianas provenientes da artéria carótida externa. Após o diagnóstico torna-se imprescindível investigação do sistema vascular encefálico e carotídeo, pois outras malformações ou anomalias podem estar presentes. Relato do caso: paciente feminina 52 anos, hipertensa e diabética, em que a agenesia de carótida interna esquerda foi diagnosticada de forma incidental, destacando a importância clínica dessa condição e as orientações de manejo e acompanhamento adequados. Conclusão: A agenesia de carótida interna, embora frequentemente assintomática, pode estar relacionado a complicações graves, como aneurismas. O diagnóstico precoce, por meio de exames de imagem, é crucial para diferenciar de estenoses adquiridas e prevenir complicações, especialmente em pacientes com aterosclerose grave. A investigação cuidadosa das artérias carótidas permite um manejo adequado e a escolha do tratamento correto.
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