Anticoagulantes orais de ação direta
uso clínico na trombose venosa profunda e seu papel na prevenção cardiovascular e claudicação
DOI:
https://doi.org/10.47456/rbps.v26i1.51191Palavras-chave:
Anticoagulantes, Anticoagulantes Orais de Ação Direta, Tromboembolia Venosa, Trombose Venosa ProfundaResumo
Introdução: Os Anticoagulantes Orais de Ação Direta (DOACs), representados pela dabigatrana, apixabana, rivaroxabana e edoxabana, são amplamente utilizados no tratamento de tromboembolismo venoso e na prevenção de eventos embólicos associados à fibrilação atrial. Neste artigo, abordamos a aplicabilidade desses medicamentos nessas condições e em outras situações clínicas. Objetivo: Revisar o uso dos anticoagulantes orais de ação direta na trombose venosa profunda e discutir sua aplicação crescente na prevenção cardiovascular e no manejo da claudicação, analisando benefícios e limitações em diferentes grupos clínicos. Métodos: Revisão da literatura médica de artigos selecionados no PubMed e de Diretrizes Clínicas. Resultados: Os DOACs assumiram a indicação principal no tratamento do tromboembolismo venoso, permitindo condução ambulatorial de muitos desses casos desde o diagnóstico. Sua aplicabilidade se estende à pacientes oncológicos com trombose, profilaxia cirúrgica ortopédica, prevenção cardiovascular e na doença arterial periférica. Apesar da necessidade de ajustes de dose em grupos especiais, como renais crônicos, e de manter restrições em populações como gestante, lactantes, portadores de síndrome antifosfolípide ou dialíticos, esta medicação tem alcançado cada vez mais relevância clínica. Conclusão: Desde sua liberação, os DOACs têm ganhado popularidade. Além de tratar trombose venosa profunda, podem ser usados na prevenção cardiovascular e no alívio sintomático de claudicação intermitente. Contudo, permanece a necessidade de mais estudos para ampliar sua segurança e aplicação em determinados grupos de pacientes.
Downloads
Referências
Estimativa SBACV – SBACV [Internet]. Disponível em: https://sbacv.org.br/imprensa/estimativas/ [acessado em Dezembro de 2024].
Burihan MC, Campos W Jr. Consenso e atualização na profilaxia e no tratamento do tromboembolismo venoso, 1ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2019. 56 p.; ISBN 9788527736114.
Ageno W, Gallus AS, Wittkowsky A, Crowther M, Hylek EM, Palareti G. Oral anticoagulant therapy: Antithrombotic Therapy and Prevention of Thrombosis, 9th ed: American College of Chest Physicians Evidence-Based Clinical Practice Guidelines. Chest. 2012 Feb;141(2 Suppl):e44S-e88S. doi: 10.1378/chest.11-2292. PMID: 22315269; PMCID: PMC3278051.
Stevens SM, Woller SC, Baumann Kreuziger L, Bounameaux H, Doerschug K, Geersing GJ, et al. Antithrombotic therapy for VTE disease: second update of the CHEST guideline and expert panel report – executive summary. Chest. 2021 Aug;160(6).
Kakkos SK, Gohel M, Baekgaard N, Bauersachs R, Bellmunt-Montoya S, Black SA, et al. Editor’s Choice – European Society for Vascular Surgery (ESVS) 2021 Clinical Practice Guidelines on the Management of Venous Thrombosis. European Journal of Vascular and Endovascular Surgery. 2021 Jan;61(1):9–82.
Simon SJ, Patell R, Zwicker JI, Kazi DS, Hollenbeck BL. Venous Thromboembolism in Total Hip and Total Knee Arthroplasty. JAMA Netw Open. 2023 Dec 1;6(12):e2345883. doi: 10.1001/jamanetworkopen.2023.45883. PMID: 38039005; PMCID: PMC10692868.
Nederpelt CJ, Bijman Q, Krijnen P, Schipper IB. Equivalence of DOACS and LMWH for thromboprophylaxis after hip fracture surgery: Systematic review and meta-analysis. Injury. 2022 Mar;53(3):1169-1176. doi: 10.1016/j.injury.2021.11.052. Epub 2021 Nov 25. PMID: 34916036.
Patel MR, Mahaffey KW, Garg J, Pan G, Singer DE, Hacke W, et al. Rivaroxaban versus Warfarin in Nonvalvular Atrial Fibrillation. New England Journal of Medicine. 2011 Sep 8;365(10):883–91.
Eikelboom JW, Connolly SJ, Bosch J, Dagenais GR, Hart RG, Shestakovska O, et al. Rivaroxaban with or without Aspirin in Stable Cardiovascular Disease. New England Journal of Medicine. 2017 Oct 5;377(14):1319–30. doi: 10.1056/NEJMoa1709118.
Anand SS, Bosch J, Eikelboom JW, Connolly SJ, Diaz R, Widimsky P, et al. Rivaroxaban with or without aspirin in patients with stable peripheral or carotid artery disease: an international, randomised, double-blind, placebo-controlled trial. The Lancet. 2018 Jan;391(10117):219–29. DOI: 10.1016/S0140-6736(17)32409-1.
Ramacciotti E, Agati LB, Volpiani GG, Brito KF, Ribeiro CM, Aguiar VCR et al. Rivaroxaban with Aspirin Versus Aspirin for Peripheral Arterial Disease and Intermittent Claudication. Rationale and Design of the COMPASS CLAUDICATION Trial. Clin Appl Thromb Hemost. 2022 Jan-Dec;28:10760296211073922. doi: 10.1177/10760296211073922. PMID: 35043716; PMCID: PMC8796110.
Ramacciotti E, Giuliano GV, Britto KF, Agati LB, Ribeiro CM, Resende C, et al. Rivaroxaban for Patients with Intermittent Claudication. NEJM Evidence. 2024 Aug 26;3(9). doi: 10.1056/EVIDoa2400021. PMID: 39185955.
Bejjani A, Khairani CD, Assi A, Piazza G, Parham Sadeghipour, Azita Hajhossein Talasaz, et al. When Direct Oral Anticoagulants Should Not Be Standard Treatment. Journal of the American College of Cardiology. 2024 Jan 1;83(3):444–65. PMID: 38233019 DOI: 10.1016/j.jacc.2023.10.038.
Khairani CD, Bejjani A, Piazza G, Jimenez D, Monreal M, Chatterjee S, et al. Direct Oral Anticoagulants vs Vitamin K Antagonists in Patients With Antiphospholipid Syndromes: Meta-Analysis of Randomized Trials. Journal of the American College of Cardiology. 2023 Jan 3;81(1):16-30. doi: 10.1016/j.jacc.2022.10.008. Epub 2022 Oct 31. PMID: 36328154; PMCID: PMC9812926.
Martin KA, Beyer-Westendorf J, Davidson BL, Huisman MV, Sandset PM, Moll S. Use of direct oral anticoagulants in patients with obesity for treatment and prevention of venous thromboembolism: Updated communication from the ISTH SSC Subcommittee on Control of Anticoagulation. J Thromb Haemost. 2021 Aug;19(8):1874-1882. doi: 10.1111/jth.15358. Epub 2021 Jul 14. PMID: 34259389.
Zhao Y, Guo M, Li D, Xu W, Pan C, He C, et al. Pharmacokinetics and Dosing Regimens of Direct Oral Anticoagulants in Morbidly Obese Patients: An Updated Literature Review. Clinical and Applied Thrombosis/Hemostasis. 2023 Jan 1;29:10760296231153638. doi: 10.1177/10760296231153638. PMID: 36760080; PMCID: PMC9943962.
Hahn K, Lamparter M. Prescription of DOACs in Patients with Atrial Fibrillation at Different Stages of Renal Insufficiency. Adv Ther. 2023 Oct;40(10):4264-4281. doi: 10.1007/s12325-023-02544-8. Epub 2023 Aug 18. PMID: 37594666; PMCID: PMC10499752.
Steffel J, Collins R, Antz M, Cornu P, Desteghe L, Haeusler KG, et al. 2021 European Heart Rhythm Association Practical Guide on the Use of Non-Vitamin K Antagonist Oral Anticoagulants in Patients with Atrial Fibrillation. Europace. 2021 Oct 9;23(10):1612-1676. doi: 10.1093/europace/euab065. Erratum in: Europace. 2021 Oct 9;23(10):1676. doi: 10.1093/europace/euab157. PMID: 33895845; PMCID: PMC11636576.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
A Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde (RBPS) adota a licença CC-BY-NC 4.0, o que significa que os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos submetidos à revista. Os autores são responsáveis por declarar que sua contribuição é um manuscrito original, que não foi publicado anteriormente e que não está em processo de submissão em outra revista científica simultaneamente. Ao submeter o manuscrito, os autores concedem à RBPS o direito exclusivo de primeira publicação, que passará por revisão por pares.
Os autores têm autorização para firmar contratos adicionais para distribuição não exclusiva da versão publicada pela RBPS (por exemplo, em repositórios institucionais ou como capítulo de livro), desde que seja feito o devido reconhecimento de autoria e de publicação inicial pela RBPS. Além disso, os autores são incentivados a disponibilizar seu trabalho online (por exemplo, em repositórios institucionais ou em suas páginas pessoais) após a publicação inicial na revista, com a devida citação de autoria e da publicação original pela RBPS.
Assim, de acordo com a licença CC-BY-NC 4.0, os leitores têm o direito de:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato;
- Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença. De acordo com os termos seguintes:
- Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de maneira alguma que sugira ao licenciante a apoiar você ou o seu uso.
- Não Comercial — Você não pode usar o material para fins comerciais.
- Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.